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Dom Luiz Fernando Lisboa nasceu em Marques de Valença (RJ) no dia 23 de dezembro de 1955. Ele é o nono de doze filhos do casal Francisco Lopes Pereira Lisboa e Benedita de Oliveira Pereira, ambos falecidos.

Fruto de uma família religiosa, desde o ventre materno já teve contato com a oração e com Deus, razão porque, desde cedo, nasceu o desejo em seu coração de ter maior experiência com o Criador.

Sente no seu coração a concretização do que nos ensina Proverbios 22,6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” 

“Morávamos no interior, lembro-me das visitas que sempre recebíamos, quando celebrava em nossa comunidade, do nosso pároco; um Padre Dehoniano, seu nome era Benigno. Um homem alegre e de fé inabalável. Era um sacerdote fisicamente gordinho, assim como eu na infância. Fazendo uma comparação, meu pai passou a me chamar de Padre Benigno. E aquilo me despertou, de certa forma, uma atração. Desde então, dizia que seria Padre, ” contou.

Da decisão de ir ao seminário até ser consagrado padre enfrentou, como qualquer pessoa, muito desafios, mas Deus sempre lhe colocou no caminho pessoas que muito contribuirão nos seus momentos difíceis.

“Aos 19 anos, ingressei no seminário São Gabriel da congregação da Paixão de Jesus Cristo (Missionários Passionistas), em Osasco (SP); fiz meu noviciado em São Carlos (SP); depois fui para Curitiba (PR), cursei Filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) naquela época, chamada de UCP. Depois a Teologia, fiz no Instituto Teológico São Paulo (ITESP). Fui ordenado sacerdote em 10 de dezembro de 1983 na Igreja Matriz de Osasco, atualmente, Catedral de Osasco. Durante esses anos, por onde passei, o povo sempre foi muito acolhedor. Isso me ajudou muito”, explicou.

Neste sábado, 10 de dezembro de 2022, se completa 39 anos de ordenação presbiteral de nosso amado Bispo e, sem dúvida alguma, por vezes experimentou o que encontramos em João 16, 33 “Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

“Meu presbiterado foi marcado por muitas alegrias e, obviamente, muitas dificuldades como todo presbítero. Todo vocacionado em qualquer vocação enfrenta dificuldades. Houve momentos de desânimos e crises, mas as alegrias sempre foram infinitamente maiores”, disse.

Em sua humildade, decidiu ser padre por vocação e por amor ao evangelho, mas, o Deus que surpreende e que tem sonhos muito maiores que os nossos, cuidou de confiar mais talentos ao Dom Luiz Fernando Lisboa que, além de padre, foi consagrado Bispo e Arcebispo, hoje atuante na diocese de Cachoeiro de Itapemirim.

“Ninguém imagina ser bispo! Nunca pensei que isso poderia acontecer comigo. As pessoas brincavam comigo: como pode alguém sem rosto, corpo, barriga de bispo, ser nomeado? Também me perguntava isso… no início do ano de 2001, fui ainda como missionário Ad Gentes para a África na Diocese de Pemba, Moçambique, onde trabalhei por nove anos; retornei ao Brasil e trabalhei por quatro anos como pároco na paróquia Santa Teresinha de Lisieux, em Colombo, na arquidiocese de Curitiba. Porém, minha cabeça nunca saiu daquele pedacinho no norte de Moçambique. No meu coração, desejava voltar para lá. Mesmo no Brasil realizei campanhas para ajudar à aquelas pessoas. Em 12 de junho de 2013, o Papa Francisco me nomeou como Bispo de Pemba. Foi a segunda nomeação de Francisco como Papa. Minha posse aconteceu dois meses depois, e com muito amor servi por mais 7 anos e meio por lá.” Explicou.

Em 11 de fevereiro de 2021 foi nomeado bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Na mesma data o Papa Francisco concedeu a dignidade de arcebispo a Dom Luiz Lisboa. Em 20 de março de 2021 Dom Luiz Fernando Lisboa tomou posse como o Arcebispo-bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, sendo assim o 5º pastor a conduzir nossa Diocese.

“Se pudesse resumir meu presbiterado, episcopado ou cristianismo usaria a palavra ‘servir’. Posso não ser um bom servidor, mas sempre procurei estar a serviço da construção do Reino de Deus. Escolhi este dia (10 de dezembro) para ser ordenado por um motivo: É o dia mundial dos Direitos Humanos. Desde o tempo de seminarista, trabalhei na defesa dos Direitos Humanos. Esse é meu ministério: Servir a Deus cuidando de seus filhos”, comentou Dom Luiz que finalizou a entrevista completando: “agradeço a Deus pela oportunidade de servir em Moçambique, agradeço também, por estar aqui nessa bonita Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Sou muito feliz aqui também”.