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A Comissão Episcopal Pastoral Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está convocando de maneira mais empenhativa as Escolas Católicas para que promovam iniciativas educativas relativas à Campanha Junho Verde, instituída pela Lei nº 14.393/2022. Foi através dessa Lei, originada como proposta dos Bispos do Brasil inspirados na Encíclica do Papa Francisco Laudato Si’, que se criou a Política Nacional de Educação Ambiental. E nela emerge de maneira bem forte o conceito de Ecologia Integral que é o tema da Campanha da Fraternidade do próximo ano.

Os princípios fundamentais dessa campanha educativa são o enfoque humanístico, holístico, democrático e participativo. Deve estar baseada na concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade. Deve ser marcada pela pluralidade de ideias e concepções pedagógicas, de modo a vincular ética, educação, trabalho e práticas sociais. Por fim, deve estar pautada numa garantia de continuidade e permanência do processo educativo. Portanto, no calendário de todas as escolas deverá estar presente como planejamento inicial de cada ano letivo.

A campanha se destina a todos as escolas, contudo a CNBB convoca de modo especial as Escolas Católicas para que se empenhem nessa campanha e, nesse sentido foi enviada uma carta a todas as diretorias e educadores dessas escolas. É preciso mobilizar toda a comunidade educativa nessa campanha, numa perspectiva de esperança de uma humanidade capaz acreditar e sonhar com novos atores responsáveis no cuidado da Casa Comum.

Desta forma, a Educação Ambiental poderá tornar-se um importante elemento no processo de ensino-aprendizagem, perpassando os vários níveis escolares. Podemos aproveitar das tragédias que caíram sobre o Brasil atual no sul do Espírito Santo e no Rio Grande do Sul, mostrando que a exploração e a falta de cuidado com a Casa Comum e os pobres “provocam o gemido da irmã terra, que se unem aos gemidos dos abandonados do mundo”. A esperança que brota nessa campanha deverá levar-nos a buscar novo rumo ao nosso estar no mundo, à nossa ocupação da terra e das águas.

As Escolas Católicas podem desempenhar um papel multiplicador dessa esperança construindo projetos que mobilizem alunos e seus familiares com ações pedagógicas de conscientização e conservação de nossa Casa Comum. Pelo Brasil já foram criados diversos grupos denominados de “Guardiães do Meio Ambiente”, com jovens protagonistas para uma nova humanidade. É preciso passar de uma educação para a competição mercadológica para uma educação na esperança, mesmo que não tenhamos em nossa volta tantos sinais de esperança.

Edebrande Cavalieri

Referencial da Comissão Cultura e Educação do Leste 3/CNBB